quinta-feira, 28 de abril de 2011

Whisky, e quem era Johnnie Walker?

Acho que depois de um post sobre a história da cerveja, nada melhor do que falar um pouco sobre o whisky não é mesmo?
O whisky tem lá suas complicações em termos históricos, logo pela data de sua criação já temos um dilema, assim como sua origem. Os escoceses alegam ser criação sua, e os irlandeses tentam puxar a sardinha, ou o barril, pro seu lado. Na Escócia, tem-se um documento que mostra que a produção já ocorria em 1494, por um Frade chamado John Corr. O documento listava a venda de 500 Kg de malte para a produção da aqua vitae (uisge beatha, em gaélico). Já na Irlanda, conta-se que a tradição havia sido trazia por (ele tinha que estar nessa também) São Patrício, no século IV a.C., o que comprovado ou não o fato, não daria o título à Irlanda, mas sim ao País de Gales, terra natal de São Patrício.
De uma forma ou de outra, o whisky ficou mundialmente conhecido graças à Escócia. E claro, por um homem, que resolveu tentar misturar diferentes barris de whisky, afim de obter todo o ano, e todos os anos, um whiksy de qualidade, já que o whisky, assim como o vinho, sofria (e em alguns casos ainda sofre) com a sazonalidade. Esse homem, depois de algum tempo, e depois de sua morte, recebeu uma homenagem e seu nome passou a ser parte de uma marca de blended whisky, Johnnie Walker.
Claro que esse não foi o único motivo da expansão do whisky pelo mundo, ele teve, digamos, uma ajudinha biológica. No final do século XIX um inseto de menos de meio centímetro, originário do continente norte americano foi parar na europa, onde fez um grande estrago em quase todas as videiras, quase levando-a a extinção (o que extinguiria consequentemente o vinho, o champagne, o cognac). Era a praga que ficou conhecida como Filoxera. E assim graças aos quase cinquenta anos de destruição da filoxera, o whisky pode expandir seu mercado pelo mundo afora, já que quase não havia mais a concorrência com o vinho ou o brandy.

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